O chefe da divisão de barreiras comerciais do Ministério da Fazenda, Adimar Scchievelbein, afirmou que as exportadoras brasileiras de álcool para fins carburantes poderão recorrer da decisão do Departamento de Comércio dos EUA, após apurar elevadas margens de "dumping" (venda por preço abaixo do custo) nas vendas do produto para aquele país. Segundo ele, agora, cabe apenas o recurso das empresas à Corte de Comércio Internacional de Nova Iorque, para questionar a metodologia para a fixação da margem de "dumping" aplicada. O Departamento de Comércio fixou em 98,81% em média as margens para as vendas brasileiras de etanol ao mercado norte-americano, aplicadas sobre o valor de venda do produto. Segundo as informações, exportadores brasileiros consideraram o parecer do Departamento de Comércio dos EUA é político e tem por objetivo forçar o país a fechar um acordo limitando em quotas as vendas do produto utilizado como aditivo para a gasolina (FSP).