O Banco Central alterou ontem o prazo de permanência no Brasil de investimentos estrangeiros originários de conversão da dívida externa. O objetivo e incentivar o ingresso de investimentos diretos, especialmente de longo prazo. Até agora, devido às regras pouco flexíveis, as operações de conversão da dívida ficavam restritas a créditos de curtíssimo prazo. As novas regras valem apenas para a chamada dívida não afetada (que não está sendo renegociada pelo governo brasileiro) do setor privado. A partir de agora, as conversões de operações de crédito externas em investimentos diretos poderão permanecer no país pelo mesmo prazo previsto para outros tipos de investimentos realizados à época da conversão. Atualmente, este prazo é de 30 meses. Antes, o dinheiro convertido tinha que ficar pelo mesmo prazo do empréstimo que originou a conversão. Por isso, apenas as operações de curto prazo eram atraentes para os credores (JB).