Está nascendo hoje, em Berlim (Alemanha), a Transparência Internacional (TI), grupo de voluntários que vai denunciar a corrupção no mundo. Ispirados na Anistia Internacional, seus fundadores estão convencidos de que a prática do suborno é tão grave quanto a devastação ecológica, o narcotráfico e a AIDS. Responsável por um terço da dívida externa do Terceiro Mundo, ela exaure os recursos dos países pobres, onde as autoridades aprovam projetos inúteis para embolsar comissões das empreiteiras. A TI foi definida por um de seus fundadores, o primeiro- ministro da Argélia, Belaid Abdesselam, como "uma coalizão internacional contra a corrupção". A TI vai começar atacando o maior inimigo, a "grande corrupção", que solapa programas governamentais e canaliza dinheiro público de todas as partes do mundo para contas numeradas particulares na Suíça. O primeiro trabalho será convencer ricos e pobres que a corrupção está afetando profundamente as operações comerciais e exaurindo os recursos do Terceiro Mundo (JB).