O ministro-chefe do Departamento de Integração Latino-Americana, Sérgio Augusto de Lima Florêncio Sobrinho, disse ontem em São Paulo que governos estaduais e entidades de classe devem promover o estudo para identificar áreas sensíveis no âmbito do MERCOSUL, onde seja necessário haver uma reconversão industrial. Ele explicou que com a formação de um bloco único alguns setores da economia nacional poderão ser mais sensíveis-- menos competitivos em relação a outros países do MERCOSUL-- e, nesses casos, o governo brasileiro ajudará esses setores a partir para atividades de maior competitividade, buscando recursos de órgãos de financiamento externos. "O processo de reconversão é essencial", disse. Ele lembrou que mesmo para terceiros países-- fora do MERCOSUL--, o Brasil terá uma alíquota máxima de importação (acertada no âmbito do GATT) de 35% em 1995 e, "ainda assim, apenas para alguns produtos que hoje têm também alíquotas maiores que os outros". Para o restante dos produtos, esse percentual será de 20%. Segundo Florêncio Sobrinho, a partir de 1995, e nos seis anos seguintes, deve iniciar-se também uma redução das alíquotas para os produtos mais sensíveis, que até o ano 2001 também se situará na casa dos 20%. O diretor do departamento de assuntos internacionais da FIESP, Luiz Fernando Furlan, afirmou que o Brasil tem a vantagem de ser pulverizado. "O efeito do MERCOSUL será sentido de Minas Gerais para baixo e as áreas de maior impacto serão São Paulo e as regiões fronteiriças", avaliou (GM).