Os protestos dos produtores de arroz do Rio Grande do Sule piquetes na fronteira argentina e uruguaia, para impedir a entrada do produto importado no país, estão preocupando Buenos Aires. A Embaixada da Argentina em Brasília (DF) levou o problema ao Itamaraty, lembrando que a venda de arroz ao Brasil atualmente é importante para sua balança comercial, pois já atinge mais de 300 mil toneladas anuais. Em 1990 e 1991 havia uma cota máxima estabelecida de 100 mil toneladas para importação, mas já com as negociações do MERCOSUL, não existe nenhum limite. Os exportadores de arroz do Uruguai podem estar revendendo arroz proveniente da Tailândia ao Brasil, servindo-se das vantagens do MERCOSUL. As importações são livre no país e teoricamente os comerciantes
73661 poderiam utilizar este mecanismo, disse Olga Canabal, chefe da delegação uruguaia do subgrupo de agricultura do MERCOSUL, ontem, em Florianópolis (SC). Segundo ela, caso o governo uruguaio receba uma interpelação oficial da chancelaria brasileira, investigará eventuais irregularidades. Olga acredita, porém, tratar-se de arroz uruguaio. O país produziu neste ano 550 mil toneladas do produto e o consumo interno não ultrapassa 60 mil toneladas. O restante é exportado. Nos últimos três anos o maior comprador é o Brasil (GM).