A área econômica do governo fechou o orçamento agrícola para este ano alocando cerca de Cz$70 bilhões que faltavam para completar uma disponibilidade de crédito de Cz$231 bilhões. Esta cifra corresponde ao saldo dos financiamentos de custeio, investimento e comercialização de produtos agrícolas, a preços correntes de janeiro de 1987. Na versão final anunciada ontem, a caderneta de poupança rural deverá captar cerca de Cz$22,5 bilhões. Estes recursos serão emprestados na forma de crédito de investimento. O Banco Central (BC) repassará ao Banco do Brasil (BB) cerca de Cz$35 bilhões. Estes são recursos do Tesouro Nacional adiantados ao BB para operações de crédito rural. O BC repassará aos bancos recursos do FUNAGRI que atingirão um saldo de Cz$21 bilhões no final do ano. O Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), criado pelo plano agrícola do governo em agosto do ano passado e que só agora será regulamentado, deverá atingir um saldo de Cz$35 bilhões. Estes recursos correspondem ao saldo de empréstimos à agricultura da extinta conta movimento do BC no BB. O governo estimou ainda que as aplicações do BB e demais bancos na agricultura, a taxa de juros livres de mercado, deverão chegar a um saldo de Cz$41,5 bilhões no fim do ano. As aplicações obrigatórias dos bancos deverão manter-se constante neste ano, e o saldo deverá atingir Cz$56 bilhões até o final do ano, em valores constantes de janeiro de 1987. Para as Aquisições do Governo Federal (AGF) que deverão atingir um saldo de Cz$17 bilhões no final do ano e para a formação dos estoques reguladores, que atingirão cerca de Cz$7 bilhões no fim do ano, os recursos sairão diretamente do orçamento da União. A conta de estoque regulador deverá atingir até Cz$13 bilhões no fim do primeiro semestre, caindo depois no decorrer do ano. Na conta de AGF não foram incluídas as aquisições de trigo (GM).