Os jovens saíram às ruas ontem em dois pontos de São Paulo (capital). Na Avenida Paulista, os estudantes fizeram uma passeata de protesto contra os aumentos das mensalidades escolares, que se repetiu nas principais cidades do país. O presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), Lindbergh Farias, proclamou que esta foi a maior manifestação da história do movimento estudantil. Os estudantes querem congelamento de preços por 45 dias ou até que o governo faça uma nova legislação para conter os aumentos. Em frente à Câmara dos Vereadores, no Viaduto Maria Paula, meninos convocados pela Articulação dos Movimentos de Rua participaram de uma manifestação silenciosa, organizada por padres católicos e pastores protestantes. Eles pediram principalmente que a prefeitura de São Paulo dê comida e abrigo à noite para quem estiver nas ruas durante o inverno. O objetivo da passeata, segundo os organizadores, foi o de estimular a ajuda aos carentes. Em Brasília (DF), os estudantes protestaram em frente ao Ministério da Educação. Eles queriam uma audiência com o ministro Murílio Hingel, mas tiveram o pedido negado. Segundo a UNE, cerca de 20 milhões de universitários e secundaristas paralisaram as atividades em todo o país, atingindo pelo menos 90% das escolas públicas e particulares (O ESP).