O ministro da Fazenda, Eliseu Resende, viajou para Washington (EUA), semana passada, na companhia de um diretor da construtora Norberto Odebrecht (Rúbio Fernal Ferreira, diretor de Relações Públicas). Resende está sendo acusado de favorecer o grupo, do qual foi vice-presidente, ao determinar prioridade nas obras das usinas hidrelétricas Corumbá I, Samuel e Jorge Lacerda IV. Todas elas, mais a hidrelétrica de Xingó-- suspeita de superfaturamento--, são executadas por consórcio que inclui a CBPO, ligada à Odebrecht. Ontem, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) requereu ao ministro da Fazenda que informe sobre os motivos que o levaram a defender a liberação de financiamento, no valor de US$115 milhões, para o Peru realizar obra de irrigação, sob a responsabilidade também da empreiteira Norberto Odebrecht. Suplicy quer detalhes sobre os programas de Financiamento às Exportações (PROEX) e de Financiamento às Importações (FINEX), por meio dos quais seria concedido o empréstimo. Além de ter sido vice-presidente do conselho administrativo da Odebrecht, Eliseu Resende foi também presidente de duas empresas do grupo, entre maio de 1983 a junho de 1990 (O ESP).