REFORMA AGRÁRIA AUMENTA RENDA NO SUL

A renda familiar de trabalhadores rurais beneficiados com assentamentos na região sul do Brasil é maior do que a média nacional, segundo informa um estudo da FAO, organismo das Nações Unidas para a área de alimentação e agricultura. Enquanto uma família de trabalhadores rurais assentados no sul tem uma renda de 5,62 salários-mínimos, a média nacional é de 4,47 salários, diz a FAO. Mas esse é apenas um dos aspectos da reforma agrária multifacetada que está em curso no país. Na realidade, a reforma agrária realizada ficou sempre anos-luz atrás daquela prometida por sucessivos governos federais. Na gestão de José Sarney, a promessa era de assentar 1,4 milhão de famílias de 85 a 89. Segundo dados disponíveis da FAO, ao final de seu mandato Sarney havia assentado 74.938 famílias (aí incluídos os assentamentos dos governos estaduais). No governo de Fernando Collor, a meta era assentar 500 mil famílias durante os cinso anos de mandato. Como o governo foi interrompido pelo impeachment, no ano passado, é impossível fazer uma avaliação precisa. Um exemplo de desempenho de Collor pode ser visto no Rio Grande do Sul. A promessa era, em 92, assentar 2.400 famílias no estado. Nenhuma foi assentada por iniciativa do governo federal (FSP).