As Forças Armadas devem continuar tendo o mesmo papel que exercem na atual Constituição, ou seja, garantindo a soberania externa e a defesa interna do Estado. Esta é a linha de raciocínio que os ministros militares defendem juntamente com os dirigentes das principais empresas fabricantes de material bélico no Brasil, para a nova Constituição que se escreve. O ministro da Aeronáutica, tenete-brigadeiro Otávio Júlio Moreira Lima, afirmou que é da opinião de que não existe nenhuma razão concreta para que o item constitucional relativo às Forças Armadas seja alterado. Para o ministro, "todas as Constituições republicanas tem sido assim". "Não vejo por que modificar". Já o ministro do Exército, general Leônidas Pires Gonçalves, ao ser indagado sobre o papel das Forças Armadas na nova Constituição, reafirmou que "defendo a manutenção do texto atual da Constituição ... ele diz tudo" (FSP).