O ministro das Minas e Energia (MME), Aureliano Chaves (filiado ao PFL), fez ontem severas críticas aos rumos que o Plano Cruzado tomou, "ao deixar de ser um instrumento de política econômica para se transformar em instrumento de política partidária e eleitoreira". Sem citar o PMDB, seu principal alvo, o ministro atacou "aqueles que se beneficiaram eleitoralmente do Plano Cruzado e hoje se tornaram seus principais críticos". Segundo as informações, há tempos o ministro critica "os graves tropeços do Plano Cruzado", tendo sua irritação crescido principalmente depois da instituição do depósito compulsório de 28% sobre a gasolina e álcool em julho, e do aumento de 60% destes combustíveis em novembro, pelo Cruzado 2. Ontem, ele afirmou: "Esses aumentos (totalizando 104%) não reverteram em nada para a PETROBRÁS e sim para os cofre públicos da União, destinados a cobrir déficits" (FSP).