Cansado de pregar a palavra divina para o enriquecimento dos chefes das igrejas pentecostais, um grupo de pastores evangélicos do Rio de Janeiro (RJ) resolveu fundar o primeiro sindicato da categoria no país. Eles agora vão adotar uma retórica mundana para convencer seus pares a se sindicalizar e lutar contra a exploração e as péssimas condições de trabalho de que se dizem vítimas. Piso salarial, hora-extra, décimo- terceiro, percentual de produtividade e contrato coletivo de trabalho são alguns dos termos com os quais os "donos" de igreja terão que se habituar. Com uma diretoria provisória formada por cinco membros, o Sindicato dos Pastores Evangélicos do Rio de Janeiro (SINPERJ) já está em campo colhendo adesões. O movimento trabalhista dos pastores conta atualmente com cerca de 50 simpatizantes, mas o SINPERJ prevê que pode conseguir cinco mil filiações. Os pastores querem ter acesso à contabilidade dos templos e ganhar participações maiores no bolo de dinheiro que ajudam a arrecadar em cada culto (O Globo).