MEMBRO DA CPT SERÁ JULGADO POR DENUNCIAR TRABALHO ESCRAVO

O coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) do Paraná, Darci Frigo, será julgado no próximo dia quatro de maio, em segunda instância, por ter denunciado o deputado federal Luciano Pizzato de explorar trabalho escravo na fazenda Guatambu. Darci foi condenado em setembro de 1992, em primeira instância, a um ano de prisão e multa de 20 salários-mínimos. Trabalhadores e representantes de diversas entidades farão jejum nos próximos dias três e quatro em solidariedade a Darci e para reivindicar providências para que se termine de vez com a exploração do trabalho escravo. Depois da condenação do coordenador da CPT em primeira instância, o então presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcelo Lavene`re, levou o fato ao conhecimento da Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), e, por pressão de entidades, o promotor Luiz Renato Briganelli, do Paraná, denunciou várias pessoas envolvidas no controle da fazenda Guatambu. O juiz Osvaldo Nalli Duarte, da Comarca de Cerro Azul (PR), determinou a prisão preventiva de Antônio Eloi Rodrigues, agenciador de mão-de-obra, que está foragido (JC).