Dirigentes das duas principais centrais sindicais do país, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical, criticaram ontem o plano econômico anunciado pelo presidente Itamar Franco no último dia 24 por duas razões básicas: ele não muda a política salarial, considerada insuficiente para repor as perdas com o aumento do custo de vida, e não é eficaz, na opinião dos sindicalistas, no combate à inflação. As centrais reivindicam reajuste mensal de salários. "O plano tem coisas boas, como a aceleração da privatização", disse o presidente da Força Sindical, Luiz Antônio de Medeiros. Mas, segundo ele, a intenção de combater a fome não significa nada se a inflação, "maior imposto sobre o assalariado", não for contida. O presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, Heguiberto Della Navarro, disse que o programa não ataca os problemas centrais para o trabalhador: é insuficiente para derrubar a inflação e recompor as perdas salariais (FSP).