FMI QUER QUE BRASIL INVISTA NA EDUCAÇÃO

O Fundo Monetário Internacional (FMI) está recomendando ao Brasil que invista maciçamente em educação. Segundo técnicos do Fundo, a falta de investimentos em educação explica em parte a sequência de fracassos experimentados pelo Brasil ultimamente em sua performance econômica. Analisando estatísticas, os economistas concluíram que as perspectivas de recuperação econômica do Brasil e outros países da América Latina passam necessariamente por grande investimento em educação e em "capital humano". Um estudo do FMI diz que "o crescimento em produtividade, assim como a acumulação de capital físico, estão fortemente correlacionados com o nível de qualidade do capital humano". Segundo o Fundo, a economia da América Latina cresceu 2,5% em 1992, e teria alcançado 4% não fosse o mau desempenho do Brasil. O Brasil tem um dos maiores índices de analfabetismo da América Latina: 18,9%, contra 4,7% da Argentina, 6,6% do Chile e 12,6% do México. O índice de repetência nas escolas primárias é de 54%, igual ao do Haiti, melhor apenas que o da Nicarágua, 60%. Um estudo do Banco Mundial (BIRD) registra que na zona rural do Nordeste brasileiro 60% dos professores das escolas primárias não chegaram a completar o curso primário. Outro dado exibido como disparate pelo BIRD é a ineficiência na aplicação de recursos públicos: as universidades, em geral, têm recebido dos governos subsídio sete vezes maior do que as escolas primárias (O Globo).