O ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia, renunciou ontem à presidência do PMDB e à candidatura para a reeleição no cargo e atribuiu sua atitude à traição de membros do partido. Em carta ao secretário- geral Joaquim de Mello Freire, ele acusou "os que se dizem fiéis e tentam apunhalar pelas costas". O recado, de acordo com políticos quercistas, foi especialmente dirigido ao governador Luiz Antônio Fleury (SP), qualificado por um deles de "quinta coluna". Dirigentes do partido, no entanto, afirmam que a retirada da candidatura de Quércia se tornou inevitável, diante da divisão do partido imposta pela série de denúncias de corrupção contra o ex-governador. Uma candidatura de oposição seria lançada no encontro dos diretórios estaduais do partido marcado para o próximo dia 30 em Belo Horizonte (MG). "Se ele não recuasse, a reunião de Minas seria sua setença de morte", disse um membro do partido (O ESP).