ITAMARATY CRITICA G-7 POR NÃO LIBERAR RECURSOS

Dirigentes do setor de meio ambiente do Parlamento Europeu e da Comunidade Econômica Européia (CEE), bem como do Grupo dos Sete países mais industrializados (G-7), têm criticado o Brasil por não apresentar projetos concretos para a aplicação dos US$2 bilhões em investimentos solicitados para o Programa Piloto para a Amazônia. O Itamaraty reconhece que houve certo atraso por parte do governo brasileiro, mas lamenta também muitas exigências burocráticas e pressões para considerar, dentro do
73508 financiamento do Programa Piloto, outros projetos bilaterais anteriores,
73508 que não representam entrada de dinheiro novo. O secretário de Imprensa do Ministério das Relações Exteriores, Luiz Benedini, explicou que o G-7 se propôs a liberar US$250 milhões para os programas ambientais brasileiros, mas está relutante em cumprir os compromissos assumidos, tendo repassado até agora US$50 milhões para o Banco Mundial (BIRD), que enviou ao país menos de US$2 milhões. Já há quatro grandes projetos prontos para aplicar a verba total: centros de excelência para aperfeiçoar pesquisas (Museu Goeldi, no Pará), florestas nacionais, demarcação de terras indígenas e projetos demonstrativos em apoio às Organizações Não-Governamentais (ONGs) que atuam na Amazônia (GM).