A América Latina dobrou sua população nos últimos 30 anos, chegando a 460 milhões de habitantes, apesar de a fecundidade ter baixado de seis filhos para três por mulher, informou ontem o especialista das Nações Unidas Reynaldo Bajraj. No entanto, os números dos organismos internacionais indicam que, apesar de todos os avanços feitos, 40% dos latino-americanos e caribenhos ainda vivem na pobreza. Bajraj previu que nesta década nascerão outros 87 milhões de latino-americanos. No ano 2050 o continente terá cerca de 800 milhões de habitantes. A expectativa de vida passou de 52 anos no começo de 1950 para 67 anos no quinquênio 1985-1990. No Haiti e na Bolívia, vivem-se, em média, 60 anos, mas em Cuba e na Costa Rica se passa dos 75 anos, em média (JC).