O ex-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Roberto Procópio de Lima Netto, demitido pelo presidente Itamar Franco no final de 1992, foi reconduzido ao cargo, por decisão do novo Conselho de Administração, que tomou posse ontem. A CSN foi privatizada no início do mês. O anúncio foi feito pelo recém-eleito presidente do conselho, Maurício Schulman, do Bamerindus. O mandato do conselho e da diretoria é de dois anos e pelo novo estatuto da CSN os poderes do presidente e da diretoria foram reduzidos. A assembléia foi realizada ontem graças a uma decisão tomada pela presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) do Rio de Janeiro, Julieta Lídia Lunz. Ela suspendeu decisão da juíza Salete Maccalóz, que determinara a suspensão da assembléia. A assembléia decidiu ainda aumentar o capital da CSN de Cr$12 trilhões para Cr$53 trilhões, por atualização monetária e incorporação de reservas. A Comissão Diretora do Programa Nacional de Desestatização prorrogou por 25 dias o prazo para que os empregados comprem 20% do controle da CSN. Reunidos num clube de investimentos, os empregados já compraram cerca de 10% (dos quais 70% financiados pelo Banco do Brasil), mas fracassaram na tentativa de fechar um acordo com um grupo de bancos para adquirir os 10% restantes, nos quais o subsídio é menor (de cerca de 10%) (O ESP) (O Globo).