RENÚNCIA COLETIVA NÃO TEM ADESÕES

O plano de promover a renúncia coletiva do ministério, articulado por alguns assessores mais próximos do presidente Itamar Franco, fracassou por absoluta falta de adesão fora do Palácio do Planalto. A maioria dos ministros acha a iniciativa desnecessária, já que o presidente não depende dela para mexer à vontade em sua equipe, e contraprodutiva, porque tende a reduzir o impacto do anúncio dos planos de ação na reunião ministerial de amanhã. A idéia de renúncia coletiva foi lançada publicamente pelo ministro das Minas e Energia, Paulino Cícero. Apoiaram a proposta o secretário-geral da Presidência, ministro Mauro Durante e, nos bastidores, o advogado-geral da União, José de Castro (JB).