INOCÊNCIO DISPENSA RECIBO DE AUXÍLIO-MORADIA

No dia em que cancelou o auxílio-dentista-- um crédito de Cr$216 milhões por deputado para tratamento dentário-- o presidente da Câmara, Inocêncio de Oliveira (PFL-PE), assinou um ato da Mesa (76/93) que muda a regulamentação do auxílio-moradia e possibilita a 126 deputados o recebimento de salário indireto extra de Cr$21,1 milhões. O ato 76/93, assinado em 14 de abril, retroativo a dois de fevereiro, desobriga os deputados de comprovarem as despesas feitas com hotel ou com aluguel de imóveis, como determinava o ato 34/92, editado na gestão do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS). Antes, quem não comprovasse as despesas, não recebia o auxílio-moradia. Agora, quem não comprovar as despesas terá apenas o desconto do Imposto de Renda sobre os Cr$21,1 milhões. Para os 126 deputados que não dispõem de apartamento funcional em Brasília (DF), este auxílio poderá ser transformado em salário indireto. Isso representa um aumento de salário de 20% aprovado de forma indecorosa", afirma o deputado Chico Vigilante (PT-DF) (FSP).