PLANO DO GOVERNO TRAZ MEDIDAS QUE MANTÊM RECESSÃO

O plano econômico que o governo anunciará na reunião ministerial do próximo dia 24 é recessivo, embora o presidente Itamar Franco continue dizendo que vai promover a retomada do crescimento econômico. O ministro da Fazenda, Eliseu Resende, vai propor cortes de gastos de US$13 bilhões-- quase 50% do Orçamento Geral da União aprovado pelo Congresso Nacional. Itamar vai apontar as prioridades de seu governo, entre elas programas sociais, combate à fome, recuperação das estradas e investimentos que gerem empregos. O plano prevê uma política monetária rígida, com metas de expansão compatíveis com quedas na inflação e nos juros. As tarifas de eletricidade e preços de combustíveis terão aumentos acima da inflação. O governo espera para dezembro uma inflação em torno de 18%, com crescimento de 3% na economia. O plano, que será entregue também ao FMI (Fundo Monetário Internacional), prevê facilidades para ingresso de capital estrangeiro e privatização mais agressiva, começando pela CVRD (Companhia Vale do Rio Doce). Está previsto também o corte de três zeros do cruzeiro a partir de 1o. de maio, e cortes superiores a US$3 bilhões nas transferências espontâneas de dinheiro para estados e municípios. Estão previstos ainda mais recursos para a habitação e programas de financiamentos às pequenas e médias empresas (FSP) (JB) (O ESP).