POLÍTICOS COMPROMETERAM VERBAS PARA SANEAMENTO

Metade dos Cr$124 trilhões destinados no Orçamento Geral da União deste ano para programas de saneamento básico está comprometida com emendas de políticos e não pode ser usada em obras prioritárias. A acusação é do secretário nacional de Saneamento, Antônio Marsíglia Neto, que lamenta não contar com estes recursos na implantação de redes de água e esgotos em centenas de municípios expostos a doenças transmissíveis, como a cólera e a malária. "Não há como tirar as verbas dos locais para onde foram aprovadas e aplicá-las em outros", informa. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o Brasil gastou US$11 bilhões no ano passado para tratar de doenças que seriam facilmente evitadas com a simples oferta de água e esgoto (O ESP).