Enquanto aguarda a possibilidade de comprar a TV Manchete, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) já comemora uma conquista real: a estréia, ontem, do "Canal do Trabalhador", um programa informativo diário dos sindicatos de professores, médicos e previdenciários do Distrito Federal. O programa, que vai ao ar apenas em Brasília, custará US$34 mil (Cr$1,1 bilhão) por mês aos cofres dos três sindicatos, filiados à CUT. A cifra inclui a compra de dois minutos diários na TV Bandeirantes. No dia dois de maio, será a vez da CUT paulista, juntamente com vários sindicatos filiados, estrear uma revista televisiva dominical na Record. A programação inclui denúncias, reivindicações e informações culturais. O programa, produzido pela TVT (TV dos Trabalhadores), ligada à CUT, vai ocupar 60 minutos, comprados em rede nacional. "A democratização dos meios de comunicação é uma das prioridades na luta da classe trabalhadora. E, como ainda é muito difícil conseguir a concessão de um canal, a alternativa para abrir espaços, no momento, é a compra de horário nas emissoras de televisão", justifica o primeiro-secretário nacional da CUT, Kjeld Jakobsen (O Globo).