O ex-presidente Fernando Collor de Mello e o empresário Paulo César Farias contestaram ontem o pedido de sequestro de seus bens solicitado pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF). O advogado de Collor, Evaristo de Moraes Filho, alegou que o procurador- geral, Aristides Junqueira, não apontou os indícios de que os bens do ex- presidente foram comprados com o produto do crime (corrupção passiva), nem a ocorrência do delito. O advogado de PC, Antônio Mariz, assegura que o patrimônio de seu cliente "foi construído com trabalho honesto". A contestação será analisada pelo ministro Ilmar Galvão, relator do inquérito. A denúncia deverá ser julgada pelo STF no próximo dia 28 (O ESP).