O governo pretende demitir, ainda neste mês, cerca de mil servidores do Ministério da Saúde, lotados em cargos comissionados do INAMPS nos estados. O corte, que gerará uma economia de Cr$500 bilhões anuais, integra um pacote de medidas que o presidente Itamar Franco deve anunciar para sanear a saúde pública do país, debilitada por fraudes generalizadas, ineficiência e desmandos administrativos. Só no mês de março, a corrupção e o desperdício deram um prejuízo de Cr$3,5 trilhões aos cofres públicos, segundo uma auditoria especial do Ministério, entregue na semana passada a Itamar. Estima-se que o rombo anual seja superior a US$1,5 bilhão (O ESP).