O Brasil é o maior distribuidor da cocaína produzida pelos cartéis de Medellín e Cali, na Colômbia. O país ocupa ainda o segundo lugar na relação mundial da lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. Os dados constam do relatório anual sobre narcóticos do Departamento de Estado dos EUA. A crise política instalada no mandato do ex-presidente Fernando Collor "tirou do governo brasileiro a disposição de lutar contra o consumo e o tráfico de drogas no país", diz o relatório. O documento diz ainda que a capacidade da Polícia Federal vigiar as fronteiras do Brasil "é limitada não só pelas condições geográficas como também pela falta de pessoal e recursos". O documento critica ainda a atitude do governo brasileiro em relação aos produtos químicos, sobretudo o éter e a acetona-- usados para o refino da pasta de cocaína. Afirma que o país impôs "algum controle" sobre os produtos químicos nacionais "mas nenhum sobre a química importada (FSP).