COMPRAS DO EXÉRCITO SÃO SUPERFATURADAS

O ministro do Exército, general Zenildo Zoroastro de Lucena, determinou ontem a apuração de irregularidades na compra de materiais e produtos de higiene com preços acima do mercado, praticadas por oficiais do Centro de Instrução de Guerra Eletrônica (Cige), em Brasília (DF). Em 23 de outubro de 1992, por exemplo, o Cige comprou 200 rolos de papel higiênico por Cr$8 mil cada um. Na época, nenhum rolo de papel higiênico custava mais de Cr$2.300,00 em qualquer supermercado do Distrito Federal. Quase três meses depois, o Cige conseguiu comprar papel higiênico bem mais barato: Cr$3.946,00. Comandado pelo tenente-coronel James Corrêa Costa, o Cige superfaturou também compras de computadores e até de apontadores de lápis. Segundo o chefe de Comunicação Social do Exército, general Gilberto Serra, o ministério já vinha investigando as licitações do Cige (JB).