BRASIL E COLÔMBIA COMBATEM TRÁFICO DE DROGAS

Os governos do Brasil e da Colômbia poderão adotar novos mecanismos de controle do transporte e das vendas de substâncias químicas, utilizadas no refino de drogas, nos 1.643 quilômetros de fronteira entre os dois países. A sugestão foi feita ontem pela ministra colombiana das Relações Exteriores, Noemi Sanin de Rubio, que está no Brasil. Ela também ofereceu ao ministro da Justiça, Maurício Corrêa, a ajuda da polícia antiterrorista de seu país no treinamento de policiais brasileiros que atuam em casos de sequestros. A cooperação entre as polícias e as Forças Armadas de ambos os países também deverá ser intensificada para permitir melhor atuação sem que seja necessário solicitar ajuda dos EUA. A ministra reafirmou ainda o compromisso da Colômbia com o Tratado de Cooperação Amazônico. "Em um gesto de reconhecimento pela atuação brasileira durante a Conferência da Terra (Rio-92), nós, colombianos, defendemos a tese de que o Brasil deve secretariar o Conselho de Cooperação por quatro anos", afirmou a chanceler. No comunicado conjunto emitido pelo Itamaraty, os dois países concordam também em sugerir a ampliação do número de membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Na espera comercial, Brasil e Colômbia, os dois maiores produtores de café, se comprometeram a articular uma nova estratégia para fazer frente ao fracasso das negociações sobre um acordo mundial de cotas e preços. Os dois países devem buscar a unificação dos discursos com o México, outro importante produtor (JB) (GM).