Sem um plano para baixar a inflação no curto prazo, o ministro da Fazenda, Eliseu Resende, tentará uma saída política para retomar o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Assessores do ministro admitem que tecnicamente é difícil para o Brasil obter o apoio do FMI. Mas acreditam numa saída política e no interesse do organismo em viabilizar o acerto com os credores privados, que está em andamento. Eliseu vai dizer ao FMI que o país não suporta um novo choque econômico. Sem isso, a queda da inflação-- exigência histórica do Fundo-- terá de ser gradual, a partir de uma reforma fiscal ampla, que virá com a reforma constitucional a partir de outubro. Ele prometerá ao FMI prosseguir com as políticas monetária e fiscal austeras. Prometerá ainda avançar na privatização e na abertura da economia, não implantar qualquer tipo de controle de preços e honrar todos os compromissos externos do país. Com esse discurso, o ministro buscará o apoio do FMI, na viagem que fará a Washington (EUA), no final deste mês (FSP).