As mordomias dos fraudadores da Previdência Social, que cumprem penas em confortáveis salas-- com vídeos cassetes e telefones celulares-- de quartéis da Polícia Militar, no Rio de Janeiro, deverão acabar. O primeiro passo nessa direção foi dado ontem com a publicação no "Diário Oficial" da União das sentenças que, em julho de 1992, condenaram os 18 integrantes da quadrilha encabeçada pelo ex-juiz Nestor José do Nascimento a até 15 anos e meio de prisão. Com a publicação do acórdão, os fraudadores têm 15 dias para evitar a transferência para o presídio comum de Água Santa (RJ). A quadrilha, porém, conta a seu favor com os benefícios garantidos pela Lei de Execução Penal, que prevê reduções das penas para os réus primários e de bom comportamento. Dos 18 condenados, dois-- os advogados Ronaldo da Silveira Bravo e Jorgina Maria de Freitas Fernandes-- estão foragidos (O ESP) (O Globo).