Representantes da Federação dos Metalúrgicos de São Paulo, ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), fecharam acordo salarial ontem com o Grupo 8 da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), que reúne indústrias de máquinas, eletroeletrônicos e outras. O acerto, que beneficia mais de 100 mil metalúrgicos, levou ao cancelamento da greve marcada para hoje. O acordo dá aos metalúrgicos do Grupo 8 uma reposição de 50,5% em abril e antecipações mensais de 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) até março de 1994. As mesmas condições podem ser estendidas aos metalúrgicos do Grupo 10, que engloba funilaria, mecânica, artefatos de ferro e outros. Há, no entanto, diferenças entre esse acordo e o que foi acertado pelo setor automotivo na Câmara Setorial em abril de 1992, e que só entrou em vigor este mês. Este previa um aumento real de 20% no período de dois anos e meio e antecipações mensais, com base no INPC, até março de 1995. O reajuste dos trabalhadores do Grupo 8 pode ser maior, conforme as negociações em cada fábrica. Pela primeira vez desde 1987, a indústria paulista registrou um aumento no nível de emprego entre janeiro e março. Foram abertas 10.183 novas vagas no período, o que correspondeu a um crescimento de 0,64% na mão-de-obra. Nos últimos 12 meses, porém, foram efetuadas 86.228 dispensas, segundo a FIESP (O Globo).