BRASIL QUER AMPLIAR DESCONTO DA DÍVIDA EXTERNA

O governo brasileiro recusou as opções feitas pelos bancos credores privados para a renegociação da dívida de US$44 bilhões, e vai tentar convencer os banqueiros a mudarem suas preferências, exatamente com fez a Argentina. Diplomaticamente, a recusa foi tornada pública ontem por Pedro Malan, o negociador oficial da dívida externa, ao deixar claro que o governo não está satisfeito com a preferência dos bancos pelos bônus ao par. Esse tipo de bônus prevê a simples troca de títulos antigos por novos, sem qualquer desconto no valor da dívida. As novas condições para a troca de títulos serão discutidas no próximo dia 19, em Nova Iorque (EUA), com o comitê pleno dos bancos credores. O comitê é integrado pelos 19 maiores bancos, detentores de cerca de 40% da dívida do Brasil. Até agora, dos quase 900 bancos que manifestaram interesse em participar do acordo, 60% optaram pelo bônus ao par, 20% pelo bônus com desconto e os 20% restantes nas demais opções (O ESP) (O Globo).