Os três estados que formam a região Sul do país (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) não querem a condição de corredor de passagem entre Buenos Aires (Argentina) e São Paulo (SP), temida a partir do advento do MERCOSUL. Por isso, tratam de unificar suas políticas de ação, nos mais diferentes setores da administração pública, criando, entre si, uma integração antecipada, "capaz de preservar a região Sul", como observa o governador gaúcho Alceu Collares. "Estamos nos preparando para a integração, atendendo as conveniências da região", disse. É com esse propósito que os três governadores sulistas-- Alceu Collares (PDT-RS), Vilson Kleinubing (PFL-SC) e Roberto Requião (PMDB-PR)-- têm enfocado as reuniões do Conselho de Desenvolvimento do Sul (CODESUL). Já definiram, por exemplo, alíquotas semelhantes na cobrança de ICMS para a cesta básica, reativaram a Comissão de Turismo Integrado (CTI-Sul), tomam posição única perante o Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ), trabalham para unificar suas necessidades em relação à diversificação da agricultura, lutam pela ativação da Secretaria de Desenvolvimento da Região Sul e querem também equalizar as tarifas para o setor energético. Os três estados têm uma base agroindustrial, temos interesses comuns e
73301 estamos em constante troca de experiências, diz o governador do Paraná, Roberto Requião. "Queremos ter a nossa integração forte para enfrentar o MERCOSUL. Não seremos um corredor de passagem", diz. O governador de Santa Catarina, Vilson Kleinunbing, sugeriu, na última reunião do CODESUL, uma aproximação entre as políticas salariais do funcionalismo dos três estados. O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) foi reativado pelos três governadores com o compromisso de destinar os recursos somente as atividades empresariais, descartando a possibilidade de financiamento do setor público (JB).