Malcom X, o líder negro que pregava a luta armada contra a discriminação racial, está inspirando o movimento negro paulista. O assassinato do estudante Fábio Henrique Oliveira dos Santos, no último dia quatro, em Santo André (SP), supostamente por grupos racistas, pode provocar uma insurreição dos negros contra os neonazistas. Reuniões ocorridas esta semana decidiram responder com violência à ofensiva de gangs de "skinheads" ("carecas"). O presidente da Comunidade Negra de São Paulo, Eduardo Joaquim de Oliveira, cobrou uma ação mais enérgica da Justiça contra a discriminação racial. "Se o poder público não agir, a situação pode fugir do controle, já temos propostas até de luta armada", alertou. No início da semana, o grupo radical de defesa dos negros "Nação Islã" anunciou a disposição de guerrear. "Quando um negro irmão morrer, um branco racista morrerá", ameaçou um dos conselheiros do grupo, Ahmad Al Amim, 25 anos. Segundo ele, o poder público está tratando com desprezo os grupos racistas que agem, principalmente, no ABC paulista atacando e matando judeus, negros e homossexuais (JB).