O ministro da Fazenda, Eliseu Resende, negou ontem que o governo esteja preparando um plano econômico "progressista e sem características neoliberais", como dissera em entrevista o presidente do Senado Federal, Mauro Benevides (PMDB-PB). O ministro reafirmou que o governo não pretende aplicar um choque na economia nem promover congelamento, controle ou tabela de preços. Resende ressaltou que o governo não deve promover o rompimento unilateral das relações contratuais nem forçar um alongamento do perfil da dívida mobiliária federal. Reafirmou que a intenção é seguir os 15 princípios básicos que defendeu no Senado e promover um ajuste fiscal profundo, negociado na reforma constitucional de outubro. Segundo o senador Lucena, o plano seria fundamental para garantir maioria política para o governo após o plebiscito de 21 de abril (O ESP) (JB).