O Orçamento Geral da União para 1993, aprovado na semana passada pelo Congresso Nacional, destina Cr$411,963 bilhões (cerca de US$13 milhões) do Ministério do Bem-Estar Social para subvenção de entidades filantrópicas escolhidas exclusivamente pelos parlamentares. O orçamento foi aprovado sem a relação das entidades beneficiadas. Cada deputado ou senador terá per capita Cr$705 milhões para destinar às entidades que desejar. O dinheiro poderá ser entregue a uma só entidade ou dividido por quantas instituições o parlamentar quiser atender. Para o deputado Paulo Bernardo (PT-PR), coordenador do partido na comissão de orçamento, "é um rateio vergonhoso entre os deputados e senadores. Para quem usa honestamente, é uma maneira de fazer média com seus eleitores, mas tem gente que abre escritórios para intermediar a liberação do dinheiro". Segundo ele, de nada adianta os parlamentares proibirem o Executivo de contingenciar verbas (cortar programas unilateralmente) se não evitam a distribuição fisiológica de recursos no Congresso Nacional (JB).