A Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos constatou ontem que vários internos da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor de São Paulo (FEBEM-SP) foram espancados durante uma rebelião ocorrida no último dia 30. Exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) constataram que pelo menos 75 dos 117 internos dos pavilhões onde ocorreu a revolta apresentam algum tipo de ferimento, sete deles lesões graves. Segundo o presidente da Pastoral do Menor, padre Júlio Lancelotti, a FEBEM demorou para medicar os menores e tentou acobertar a real dimensão da rebelião. O Ministério Público determinou a instauração de um inquérito policial para apurar se houve abuso por parte dos funcionários da instituição. Os internos dizem ter sido espancados por funcionários e também por policiais militares e seguranças de uma empresa particular. Segundo o promotor Ebenézer Soares, pelo menos oito adolescentes tiveram os braços quebrados (O Globo) (FSP).