INTEGRAÇÃO NO MERCOSUL PRIVILEGIARÁ A QUALIDADE

A normatização dos programas de qualidade e produtividade, baseada no previsto pela ISO 9000-- conjunto de normas técnicas de qualidade desenvolvido pela International Organization for Standardization-- será a base sistêmica da integração das economias dos países participantes do MERCOSUL. O diretor-executivo do Comitê Brasileiro de Qualidade (CB-25), ligado à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Heitor de Moura Estevão, avalia que a padronização em termos de qualidade é fundamental para evitar "uma competição visceral" que os mais pessimistas prevêem para depois da queda das barreiras alfandegárias no Cone Sul. O CB-25 é o organismo responsável pela produção das normas brasileiras correspondentes às normas da ISO 9000. No Brasil, a certificação de qualidade está sob a responsabilidade do Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial (INMETRO). No final de 1992, pouco mais de uma dezena de empresas foram certificadas, número que atinge hoje 81 empresas. Estevão diz que além das necessidades de normatização inerentes ao estabelecimento do MERCOSUL, apenas com a manutenção de um programa de qualidade aceito mundialmente o bloco sul-americano poderá reivindicar participação na nova estrutura comercial que se estabelece no planeta. "Cada bloco econômico vem desenvolvendo, dentro dos padrões de qualidade estabelecidos pela ISO 9000, suas potencialidades produtivas e comerciais. Temos espaço para encaixar o MERCOSUL dentro desta nova estrutura, mas apenas se garantirmos os mesmos padrões de qualidade que vêm sendo utilizados pelos países ricos", analisa Estevão (JC).