ESQUEMA COLLOR SOBREVIVE NO GOVERNO ITAMAR

Embora destituído do cargo e isolado na Casa da Dinda, o ex-presidente Fernando Collor de Mello tem mais gente de confiança nos segundo e terceiro escalões do governo do que o próprio presidente Itamar Franco, que assumiu o cargo há seis meses. Embora as substituições tenham sido aceleradas, em Brasília (DF) ou nos estados, a maioria dos cargos-chave da administração direta e das empresas estatais continua ocupada por remanescentes do governo anterior. São pessoas indicadas pelo ex- presidente ou pelos partidos que lhe davam sustentação, como o PFL, o PDS, o PTB, o PRN e o PTR. Várias delas, envolvidas com o "esquema PC", permanecem na máquina à espera de oportunidades para voltar a fazer negócios com o dinheiro público. Na PETROBRÁS e subsidiárias, por exemplo, apenas o presidente da "holding", Joel Mendes Renó, foi indicado por Itamar. Na área elétrica, o quadro é parecido: só o presidente da ELETROBRÁS, Marcelo Siqueira, foi nomeado pelo atual governo (JB).