No ano passado, 424 menores foram assassinados no Estado do Rio de Janeiro, conforme dados da Secretaria Estadual de Polícia Civil e divulgados ontem pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP). A capital lidera a trágica estatística no estado, com 173 assassinatos até novembro. A Baixada Fluminense aparece em segundo lugar, com 112, e o interior com 84. Entre novembro e dezembro ocorreram mais 55 crimes em todo o estado. Segundo o CEAP, o extermínio de menores, em 1992, aumentou 38,6% em relação a 1991, quando foram registradas 306 mortes. O CEAP deverá divulgar em julho um estudo no qual os grupos de extermínio e as quadrilhas de traficantes de drogas aparecem como principais responsáveis pelas mortes dos menores de rua. Em São Paulo (capital), cerca de três mil menores protestaram ontem por três horas nas ruas do Centro contra a violência e a falta de moradia. A manifestação foi organizada pela Pastoral do Menor. Os manifestantes entregaram ao Ministério Público um documento que acusa o Estado de omissão por não fornecer remédios a crianças aidéticas-- há três meses. Querem também a apuração dos casos de espancamentos na FEBEM (Fundação Estadual de Bem-Estar do Menor). O menino M., 16 anos, acusou policiais do 70o. DP (Vila Ema, zona leste de São Paulo), de tê-lo espancado com socos, pontapés, coronhadas e pauladas no último dia 31 (O ESP) (FSP).