Seis meses depois do maior massacre a detentos da história do país, nenhum dos acusados foi punido. No dia dois de outubro do ano passado, 111 presos da Casa de Detenção de São Paulo, no Carandiru, foram mortos pela Polícia Militar para conter uma rebelião no pavilhão 9 do presídio. Na semana passada, após meio ano de afastamento da corporação, os comandantes da invasão voltaram à ativa. Só que "escondidos" em cargos burocráticos. Eles perderam o comando de tropas de choque e ganharam o controle de batalhões de policiamento preventivo. Foram designados para cargos como os de chefe de Estado-Maior de Batalhões, cujas funções essenciamente administrativas impedem que saiam às ruas. Cento de vinte PMs foram denunciados ao Ministério Público por participação no massacre (FSP).