AÇÕES JUDICIAIS PODEM IMPEDIR O LEILÃO DA CSN

Uma grande manifestação política e sindical marca hoje, às 14h, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ), o leilão de privatização da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que ainda poderá ser suspenso por diversas ações na Justiça. A Central Única dos Trabalhadores (CUT), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Comitê Popular contra a Privatização farão um ato de protesto em frente à Bolsa do Rio, que será cercada por 400 soldados do 5o. Batalhão da Polícia Militar. Ao todo, 63 corretoras foram credenciadas para participar do leilão. Os investidores vão disputar a compra de 51,2 bilhões de ações ordinárias, representativas de 65% do capital da CSN. As ações serão vendidas ao preço mínimo de Cr$31,01 trilhões (US$1,22 bilhão). Deste total, 3,8%, equivalentes a US$60 milhões, deverão ser pagos em cruzeiros. Além dos 65% das ações que serão postos à venda, 20% estão reservados aos empregados da CSN, que estão divididos em dois clubes de investimento: o Clube de Investimento CSN e o Independente, que está buscando financiamento junto a vários bancos. Em nota oficial divulgada ontem, o governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola (PDT), diz que, se forem mantidas as atuais condições, o leilão será mais imoral que qualquer outro do governo Collor. O governador teve o pedido de adiamento do leilão negado pelo presidente Itamar Franco. A prefeitura de Volta Redonda (RJ), sede da CSN, realizou plebiscito para saber a opinião da população sobre a venda da estatal. Dos pouco mais de sete mil votos apurados até ontem à tarde, cerca de 80% votaram contra (O Globo) (O ESP) (JB).