A recuperação econômica da América Latina deu o tom das discussões da 34a. Assembléia de governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), encerrada ontem em Hamburgo (Alemanha). Depois da chamada década perdida, o continente começa a apresentar os primeiros resultados positivos das duras políticas de ajuste fiscal em busca de estabilidade financeira e da reforma estrutural da economia. Dentro desse contexto, os melhores exemplos são Chile, México e Argentina, enquanto o Brasil aparece como a grande e sentida exceção. "A América Latina hoje tem as economias mais abertas do mundo e é provavelmente a região de maior potencial de crescimento nos anos 90", disse no discurso de encerramento da assembléia o presidente do BID, Enrique Iglesias. O continente apresentou no ano passado crescimento de 2,6% e inflação média de 23%. O Brasil é uma exceção, com crescimento negativo e inflação de mais de 1.000%. Sem resultados concretos para exibir, a ministra do Planejamento, Yeda Crusius, aproveitou a oportunidade para reafirmar o compromisso do governo brasileiro com as reformas de base (JB).