Depois de ter conseguido negociar com o Brasil um aumento de suas exportações de petróleo, nafta, farinha de trigo e veículos, para reduzir o déficit na balança de comércio bilateral, a Argentina impulsiona, agora, as suas vendas de gás natural para as indústrias do Sul e de São Paulo. O novo embaixador argentino em Brasília (DF), Alieto Aldo Guadagni, é um entusiasta da idéia de se viabilizar esse negócio, que renderia a seu país US$700 milhões anuais, com a exportação de 35 milhões de metros cúbicos diários de gás da província de Salta, onde a PETROBRÁS participa com 15% da exploração das reservas. O embaixador disse que falta agora ao brasileiro definir quem serão os "atores do negócio", isto é, quem comprará e quem distribuirá o gás; e estabelecer um protocolo político-jurídico em que os dois governos se comprometam a não interromper o fornecimento do produto, uma forma de dar garantia aos operadores privados. O embaixador afirmou ainda que seu país não pretende negociar isoladamente uma adesão ao NAFTA, mas somente em conjunto com o MERCOSUL. Ele também informou que em janeiro último as exportações argentinas para o Brasil foram de US$200 milhões, um crescimento de 120% em relação a igual mês de 1992 e que, mantida essa tendência, seu país venderá US$4,2 bilhões ao mercado brasileiro, US$900 milhões a mais do que no ano passado (GM).