Levantamento feito pelo DIEESE e apresentado ao ministro do Trabalho, Walter Barelli, mostra o que os brasileiros sentiam, mas não tinham confirmação técnica: o dinheiro depositado no FGTS deveria ter tido uma correção, desde sua criação, 431% superior à que foi efetivamente verificada. A perda, equivalente a 81% perante a inflação, foi resultado de choques econômicos e prefixações da correção monetária. Por isso, no pagamento em 14 de maio das contas inativas, muitos cotistas vão descobrir que os valores a receber não pagam nem a despesa de sair de casa. Três milhões 756 mil cotistas, por exemplo, receberão de Cr$0,01 a Cr$15 mil; 17 milhões de contas, de Cr$130 mil a Cr$260 mil; e nove milhões de contas terão de Cr$260 mil a Cr$400 mil. Ou seja, 70,26% das 87 milhões de contas inativas terão créditos liberados no máximo de Cr$400 mil (23% do salário-mínimo de Cr$1.709.400,00). Levantamento do Ministério do Trabalho mostra também outro quadro perverso, reflexo da concentração de renda no país: 1,38% das contas detém 41,67% dos US$4,1 bilhões que serão liberados em maio (JB).