Seringueiros brasileiros e bolivianos realizam hoje, no entroncamento da BR-364 com a BR-317, no Acre, uma manifestação denominada "Empate Amazônico contra a Fome e a Devastação da Floresta", por causa da paralisação das vendas da produção nacional de borracha natural. O Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS) divulgou manifesto, assinado por mais de 100 organizações brasileiras, com o alerta: a paralisação na comercialização da borracha natural é o caminho para a destruição da floresta amazônica. O Brasil produz anualmente 30 mil toneladas de borracha, sendo que 65% extraídas de seringais de cultivo e 35% de seringais nativos da Amazônia. Para o CNS, o potencial produtivo poderia atingir, nos próximos cinco anos, cerca de 300 mil toneladas. "Os desdobramentos da crise serão determinantes para o futuro da Amazônia e seus habitantes", assinala o manifesto. O custo de produção nos seringais de cultivo está em torno de US$2,00 o quilo, e nos seringais nativos, cerca de US$2,50 o quilo. Mas, na tabela do IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis), o quilo de borracha está fixado em US$0,70 o quilo, o que desestimula a produção. O governo não destinou aos seringais nativos crédito ou incentivo e a situação dos seringueiros se tornou dramática (O ESP).