ACORDO COM A ARGENTINA NO INTERCÂMBIO DE VEÍCULOS

Brasil e Argentina definiram a cota de intercâmbio de veículos para este ano. Cada país poderá exportar 20 mil veículos e 1,4 mil unidades de caminhões e ônibus com isenção de impostos. A cota é menor que a do ano passado, que foi de 25 mil veículos, porque o programa entre os dois países só terá vigência a partir de abril, depois da assinatura de um protocolo adicional no âmbito da ALADI (Associação Latino-Americana de Integração). O acerto inclui também uma cláusula que permite tanto ao Brasil quanto à Argentina, em 1993, a parte da cota que não foi preenchida no ano passado. Esse item deveria favorecer a Argentina, não fosse a continuidade da defasagem cambial no país vizinho que tem facilitado a colocação dos automóveis brasileiros em seu mercado. Desde que o protocolo de comércio entre os dois países entrou em vigor, em 1991, os argentinos exportaram para o Brasil apenas 20 mil veículos, ante 43 mil unidades vendidas pelas montadoras brasileiras. Para equilibrar o comércio, os argentinos chegaram a sugerir uma cláusula de equilíbrio para o intercâmbio de veículos, de forma que as importações fossem automaticamente suspensas quando um dos países ficasse superavitário. Mas a proposta não prevaleceu. A cláusula de equilíbrio só está acertada para o setor de autopeças, e a suspensão de exportações só ocorrerá quando o desequilíbrio superar 30% (GM).