SP PÕE NA RUA TROPA DE CHOQUE DA POLÍCIA MILITAR

A mesma tropa de choque empregada no massacre do Carandiru-- a operação que resultou na morte de 111 detentos da Casa de Detenção de São Paulo, em dois de outubro de 1992--, habituada ao confronto com supostos bandidos, está sendo usada, desde ontem, para ações ostensivas nas principais vias de acesso à capital, no centro da cidade e bairros de classes média-alta, para reprimir ocorrências que antes estavam sob responsabilidade do policiamento rotineiro. A operação, autorizada pelo governador Luiz Antônio Fleury (PMDB), tem tom agressivo: "Temos de ganhar a guerra contra os bandidos. Eles ficaram muito fortes depois do episódio da Detenção", diz o coronel Carlos Mello Araújo, comandante do Policiamento de Choque da capital paulista. Ao todo, são 330 homens das três companhias de choque. Apenas a Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA), o mais violento grupo de choque, está empregando 130 homens, distribuídos em 33 carros. O planejamento da operação inclui revistas por amostragem em carros e pedestres (JB).