LEILÃO DA CSN EXIGIRÁ 3,8% EM DINHEIRO

O presidente Itamar Franco decidiu ontem fixar em 3,8% o total de cruzeiros exigidos para a privatização da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Com isso, os compradores terão de desembolsar US$60 milhões (cerca de Cr$1,4 trilhão pelo câmbio comercial de ontem) em moeda corrente para adquirir a estatal no leilão que será realizado no próximo dia dois de abril. O preço mínimo de venda da siderúrgica foi mantido em US$1,59 bilhão. O presidente também revogou, por meio de decreto, a proibição de participação dos fundos de pensão no programa de privatização. Já a partir do leilão da CSN, os fundos, em conjunto, poderão adquirir o controle acionário total das empresas privatizadas. A participação individual dos fundos, porém, terá algumas restrições. Nenhum deles poderá comprometer mais de 5% dos recursos da carteira em ações de uma empresa e cada um poderá adquirir no máximo 15% do capital votante e 25% do capital total. A CBS (fundo de pensão dos empregados da CSN) decidiu ontem que vai comprar os 6% de ações da empresa a que tem direito, ampliando para 15% sua participação no controle acionário da siderúrgica. A decisão dependia da autorização do presidente Itamar Franco de que os fundos pudessem participar do leilão (O ESP) (FSP).